Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Tenho medo

O meu medo, eu formulá-lo-ia de modo abstracto, é o do inconseguimento. O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivado da crise. Mas também tenho medo que a crise não me permita até, eu diria, espaços de energia para ser mais criativa, há sempre esse medo, é também o do não-conseguimento. E tenho medo de um não-conseguimento ainda mais perverso: O da Europa se sentir pouco conseguida e de ela não projectar para o mundo o seu soft power sagrado, a sua mística dos direitos, a sua religião civil de dignidade humana. Tenho medo do egoísmo. Tenho medo do egoísmo que nos deixa de certo modo castrados em termos pessoais, que nos deixa castrados em termos colectivos. Que não permita aquilo que os franceses chama réussir, o conseguimento, o conseguimento pessoal e colectivo, tenho medo do não-conseguimento.

 

Assunção Esteves (link para o video)

 

Eu também tenho medo, muito medo!

publicado por @luis_grave às 00:14
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1 comentário:
De REI D CARLOS 1 a 1 de Fevereiro de 2014 às 21:12
ai que medo


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